terça-feira, 15 de abril de 2014

Primeiro dia na Fono

Hoje conheci a fonoaudióloga Nirley, com quem comecei a fazer fono. Amei conhecê-la! Ela foi muito indicada pela fonoaudióloga Elaine Soares, responsável pelo mapeamento do meu IC.

A verdade é que era pra eu ter feito isso há muito tempo (desculpa, doutora Elaine), mas o que aconteceu foi que agora sinto mais falta de uma ajuda. No começo, achei que era falta de adaptação, mas já se passou quase um ano e, embora ouça muitos sons somente pelo IC, ainda dependo da compreensão da fala que tenho com meu aparelho comum. Consigo falar no telefone ou entender uma pessoa falando sem olhar para ela, mas dificuldade de compreender as pessoas falando. No começo, somente pelo IC já era difícil, agora com o IC mesmo acompanhado do aparelho comum ainda mostro dependência deste último.

Hoje Nirley e eu conversamos sobre minha vida, de quando perdi a audição até atualmente. Foi tão agradável a nossa conversa que o horário passou e não percebemos.

Agradeço a Deus por ter me dado esta oportunidade, pois soube que seria muito difícil conseguir um horário com Nirley. Fui à clínica semana passada já quase certa que iria demorar para conseguir uma vaga, ainda mais com ela. Conversei com Mayara, a simpática atendente da recepção, que foi muito prestativa e super atenciosa comigo. Expliquei que tinha feito IC e que precisava fazer fono e me indicaram Nirley. Com muita tranquilidade, Mayara me explicou que seria um pouco difícil, mas que poderia sugerir outras fonos também muito boas. E sorrindo tranquila, eu disse que poderia ser outras fonos sim, mas de preferência, a Nirley. Mayara anotou os meus contatos e, para minha minha grata surpresa, me telefonou no dia seguinte! Já marcou pra mim pra começar na terça feira da semana seguinte (que foi hoje) com a Nirley!

E também agradeço a Deus pois me sinto cuidada por uma equipe reunida e que conhece a minha história. Um comunica o outro sobre a situação, estão interligados entre si. Foi assim desde o começo e é até hoje. E sei que Deus está cuidando de mim através deles.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Dia Internacional do Implante Coclear

Hoje é o dia internacional do Implante Coclear! Acho que nada mais justo o nosso querido IC ter um dia só para ele. Com certeza, muitos milhares de implantados pelo mundo afora comemoraram neste dia com alegria infinda. Há mais de 50 anos temos motivos para comemorar, do primeiro implantado até o último. Fiquei muito emocionada de ver fotos de vários implantados de todas as idades e de várias nações, de ler em várias línguas "Feliz Dia Internacional do Implante Coclear". Até vídeo fizeram, com fotos de implantados com suas famílias e em encontros com outros "irmãos" de IC.

Para brindar este dia, quero comemorar contando uma historinha, algo que aconteceu comigo há alguns dias atrás. Novas descobertas!

Estou eu lá na cozinha colocando um comprimido efervescente de vitamina C no copo com água para dissolver e enquanto aguardo, ouço um som. Acho que os ouvintes já até sabem o que é, mas a verdade é que eu ouvi o barulhinho do comprimido se dissolvendo! Geeeente! Eu não sabia que este negócio fazia barulho!! Que barato!!! Fiquei tão surpresa que peguei o copo e fiquei com ele bem pertinho do ouvido com IC para ficar ouvindo até o comprimido acabar de dissolver. 

Sabe como eu me sinto nestas horas? Eu realmente fico maravilhada diante dos "novos" sons, pois para mim, algo deste tipo que descrevi em cima não fazia barulho nenhum! Antes do IC, eu olhava para o copo com o comprimido efervescente e era como se não tivesse som nenhum, portanto, nenhuma vida, totalmente inanimado! Não sentia nada. Via somente o copo e o comprimido dissolvendo e a água mudava de cor, ficava laranja. Hoje, eu olho para o copo com o comprimido efervescente, sinto mais forte aquelas bolhinhas subindo com o som de "sshhhii", é como se ele tivesse vida! Agora tudo tem som e portanto, tudo parece que tem vida! Percebe? É fantástico isso!

Agradeço a Deus sempre pelo IC, pois ele melhorou minha audição, muito embora eu ainda precise do AASI para compreensão da fala, mas é questão de treino e adaptação e ouço muitos sons com ele que eu não ouvia. 

Parabéns a todos os implantados que acreditaram na oportunidade de ouvir e também aos pais que optaram por fazer o IC em seus filhos! 









quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Diferença

Vou explicar aqui para quem não sabe sobre como é a bateria do Implante Coclear e a recarga. Com o meu implante vieram duas baterias e um carregador (entre mil outras coisas). No começo, eu deixava as duas baterias descarregarem para carregá-las juntas. Atualmente, acabou uma, troco e já ponho pra carregar, assim quando acaba, tenho uma carregada, pra não ficar sem enquanto carrega. Conselho dado pela minha irmã de IC Ciça (obrigada, Ciça!!!).

Hoje minha memória falhou e achei que a outra que eu não usava estivesse carregada. Daí que acabou, troquei, mas rapidinho acabou o som... Falei: "Vou por as duas pra carregar e vou ficar sem o IC... é estranho ficar sem ele, mas vai passar rapidinho". Meu outro ouvido, com aparelho comum, daria conta do recado. Afinal, ele era o "ouvido bom" antes da cirurgia do IC. E fui fazer as coisas de casa, lavar roupa e cuidar da papelada (dona de casa também tem que administrar as finanças...).

Estou eu lá na mesa entretida nas contas e noto que meu celular novo (presente do maridão) não está fazendo som quando chega mensagem. Ele sempre faz um "tin" bem alto, que escuto bem se ele estiver na sala e eu na lavanderia lá fora. Resolvi mexer no volume e mas estava normal. Mesmo volume, mesmo toque. Não estava no mudo. Deixei pra lá.

Paulo chegou, e quando conversava com ele, de novo meu celular acende e não escuto som. Já preocupada, comecei procurar algum defeito quando me acendeu uma luz e pensei comigo: "Você tá sem o IC, minha querida!!! Entendeu a diferença???". Não me contive, comecei a rir sozinha e contei pro Paulo. Cada novidade assim eu vibro, saio correndo pela casa para contar para o primeiro que vir na frente, é muito bom! Obrigada, Senhor, mais uma vez!

Há uma diferença muito grande nos meus quatro momentos de audição: primeiro, com os dois ouvidos equipados (direito com AASI, esquerdo com IC - fico assim na maior parte do tempo), segundo, apenas com o AASI, terceiro, apenas com o IC e quarto, sem nenhum deles. Para cada ocasião, posso escolher, né? Por exemplo, pra dormir, sem nenhum é ótimo!



sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Primeira audiometria

Dia 28 de agosto passado (exatos quatro meses atrás) fiz minha primeira audiometria após minha cirurgia. Estava um dia frio e eu fui com uma jaqueta grossa (japona, como meus pais chamam). Minha filha Giulia foi comigo.

Entrei numa salinha pequena, não me lembro se as paredes eram cheias de furinhos ou de espuma em forma de caixa de ovos. Era uma sala à prova de som. Sentei numa cadeira, em frente a uma grande "janela" de vidro, onde podia ver Elaine, a fonoaudióloga, que me orientou a levantar a mão quando ouvisse algum apito (ou som). O engraçado é que Giulia ficava atrás da Elaine e me dava sinal pra eu levantar a mão, querendo me ajudar a ir bem no exame.

Fiz vários testes, com o IC junto com o AASI, com o IC sozinho e com o AASI sozinho. Sem nenhum dos dois não ia adiantar nada - zero som. Pra dormir é ótimo!

A princípio foi um pouco difícil fazer o exame com o IC, pois minha jaqueta era super ruidosa e eu confundia com os sons do apito. Era só me mexer um pouco que a jaqueta fazia barulho e me atrapalhava. Decidi tirar e ficou bem mais fácil perceber os sons.

Elaine ficou super satisfeita com o resultado que até enviou uma cópia para Dr Henrique, otorrino responsável pela minha cirurgia.

Abaixo, as duas audiometrias, do ouvido direito (AASI - aparelho comum) e do ouvido esquerdo (IC)

Como se pode ver pela audiometria, o ouvido do IC alcançou melhores resultados que o ouvido do aparelho comum. Quando soube, fiquei tão feliz! Em três meses de ativação, o ouvido operado estava melhor que o ouvido "bom". Só tenho a agradecer a Deus por isso!

Algumas pessoas têm comentado que eu estaria ouvindo melhor a fala. Outras comentam que minha voz melhorou. Eu acho que elas não deixam de ter razão. Antes da cirurgia, eu penava para as pessoas entenderem o que eu dizia, por exemplo, quando eu falava o número do meu CPF para Nota Paulista. Os caixas quase sempre erravam e perguntavam várias vezes até conseguirem entender. Hoje, quando eu dito o bendito número, olha só! Eles entendem logo de cara e sem olhar pra mim! São resultados como estes que me encorajam cada vez mais a colocar o IC no outro ouvido!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

8 meses!

Há tanto tempo que não escrevo aqui que nem sei por onde começo... tantas novidades pra contar, que fico até perdida!

O fato é que estou a cada dia que passa mais feliz pela minha decisão de colocar o IC no ouvido esquerdo, que estou cada dia mais corajosa para fazer no direito.

Hoje estou fazendo oito meses de IC, com muito motivos para comemorar. Tamanha foi minha felicidade quando, nesta semana que passou, ao acordar bem cedinho (ainda meio escurinho, cinco e meia da manhã) e já de IC (somente ele, pois a fono pediu pra ficar algumas horas assim) fui à cozinha e ao chegar lá, escutei um barulho. Achei que era torneira pingando, pois era um barulho bem audível, mas ao olhar para a pia, não tinha nada aberto. Estranhei e fiquei parada, na escuta. Era um barulho ritmado, perfeito no tempo do seu compasso. Olhei para o relógio que fica no alto da parede da cozinha e... lá estava ele! O ponteiro de segundo!


Sabe quanto tempo eu tenho este relógio? Exatos dez anos (ganhei em uma confraternização de fim de ano). E pela primeira vez eu ouvi os "tic tac"!

Fiquei tão maravilhada com este novo som que fiquei alguns minutos ouvindo. Que gostoso! Embora ele sempre estivesse lá, é um som novo pra mim, e como todo "novo som", gosto de ficar ouvindo.

Eu ainda estava a contemplar a descoberta quando ouvi outro som, não muito bonito mas curioso: minha velha geladeira começou a fazer aquele barulho de motor (que liga e desliga toda hora). O som do relógio diminuiu, mas eu ainda conseguia ouvir. E aí os pássaros começaram a cantar e começou aquela "sinfonia rotineira".

Quando Paulo acordou, falei com ele: "Você está ouvindo o relógio?". Ele olhou pra mim sem entender. "Ouve só que legal, o ponteiro do relógio! Ouve!". Fechou bem os olhos, como se estivesse se concentrando para ouvir. Daí disse: "Estou ouvindo, mas beeeem baixinho...". Imagino eu que seria por causa da "sinfonia rotineira", porque naquela altura já tinha vários outros sons.

Depois toda feliz contei (também) para meu filho Guilherme que tinha ouvido o som do relógio. A reação dele foi quase a mesma do pai. Fez cara de quem não entendeu direito e disse: "Nossa mãe! Eu nem ouço direito este som!". Muito engraçado...

No dia seguinte, a mesma coisa. Só que desta vez eu estava na copa lendo a Bíblia e de lá ouvi o som do segundo perfeitamente, vindo da cozinha!

 Eu só tenho a agradecer a Deus por tamanho presente! Obrigada, Senhor!




sábado, 21 de setembro de 2013

Encontros e palestras

Estão chegando os dias de Encontro e Palestra sobre Implante Coclear. Informações sobre inscrição nos anúncios abaixo.



segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Vídeo mostra o milagre da audição

Em minha primeira visita ao consultório do meu médico otorrino - responsável pelo meu Implante Coclear, dr. Henrique Gobbo - ele me mostrou este vídeo. Quando assisti, fiquei encantada com o fato de que a audição realmente é um milagre. O vídeo mostra esta obra de Deus, tão perfeita, de uma maneira detalhada, desde quando o som é iniciado até ser enviado ao cérebro pelas células ciliadas, que ficam no interior da cóclea. O caminho do som é uma viagem muito bem explicada no vídeo e foi aí que eu comecei a entender a função do Implante Coclear. O IC tem o papel de substituir as células ciliadas - no caso, células mortas - com a ajuda dos eletrodos inseridos na cóclea. O vídeo se encontra no site do Inbraud (Instituto Brasileiro de Reabilitação Auditiva) e tem opção de legenda em português no YouTube.