Deixando aqui um convite aos amigos, usuários de IC/AASI ou não, para o encontro organizado por Roner Dawson. Eu vou!
quarta-feira, 10 de junho de 2015
domingo, 7 de junho de 2015
Dois anos de ativada
Dois anos se passaram desde a ativação do meu implante coclear! E parece que foi ontem. Tantos sons descobertos, além daqueles que já ouvia. E cada dia descubro um novo som. Fico surpresa de saber como este mundo tem uma infinidade de som.
Ontem mesmo fiquei muito feliz! Aproveitando o feriado, minha família e eu fomos para Itatiba, na chácara de amigos nossos e quando voltávamos, no começo da noitinha, dentro do carro todos conversavam em muito bom tom e eu podia entender tudo. Como estava escuro, não tinha leitura labial para me socorrer. Eu conversava com eles e respondia tranquilamente, quando me toquei que ouvia tudo, desliguei meu AASI e pedi para que continuassem falando.
Gente! Somente com o IC eu conseguia entender frase inteira! Eu conseguia saber quem e o que estava falando!
Para quem não sabe, antes do Implante, eu estive sem ouvir no esquerdo por trinta anos! E hoje escuto até o barulho do sal correndo no saleiro. O único botão da minha calça tilintando. Ou mesmo uma música que é realizada com os botões da minha jaqueta jeans, quando todos sacodem. Ouço o ponteiro de segundo do relógio do criado mudo. As unhas das patas da Cacau, minha basset. Percebo que ela está vindo correndo em minha direção, se eu estiver de costas. E quando ela choraminga baixinho, pedindo para abrir a porta e brincar com ela. Ouço - surpreendentemente - a minha respiração. Os passos de alguém chegando, e olha... demora para chegar! Ouço quando chega alguém em casa, pelo barulho de abrir o portão. Incrível!
O mais gostoso disso tudo é quando encontro alguém que há muito tempo não via e me diz: "Nossa! Você está ouvindo muito bem!" Ah, como eu gosto disso!
Obrigada, Senhor, por tantas realizações e vitórias!
Ontem mesmo fiquei muito feliz! Aproveitando o feriado, minha família e eu fomos para Itatiba, na chácara de amigos nossos e quando voltávamos, no começo da noitinha, dentro do carro todos conversavam em muito bom tom e eu podia entender tudo. Como estava escuro, não tinha leitura labial para me socorrer. Eu conversava com eles e respondia tranquilamente, quando me toquei que ouvia tudo, desliguei meu AASI e pedi para que continuassem falando.
Gente! Somente com o IC eu conseguia entender frase inteira! Eu conseguia saber quem e o que estava falando!
Para quem não sabe, antes do Implante, eu estive sem ouvir no esquerdo por trinta anos! E hoje escuto até o barulho do sal correndo no saleiro. O único botão da minha calça tilintando. Ou mesmo uma música que é realizada com os botões da minha jaqueta jeans, quando todos sacodem. Ouço o ponteiro de segundo do relógio do criado mudo. As unhas das patas da Cacau, minha basset. Percebo que ela está vindo correndo em minha direção, se eu estiver de costas. E quando ela choraminga baixinho, pedindo para abrir a porta e brincar com ela. Ouço - surpreendentemente - a minha respiração. Os passos de alguém chegando, e olha... demora para chegar! Ouço quando chega alguém em casa, pelo barulho de abrir o portão. Incrível!
O mais gostoso disso tudo é quando encontro alguém que há muito tempo não via e me diz: "Nossa! Você está ouvindo muito bem!" Ah, como eu gosto disso!
Obrigada, Senhor, por tantas realizações e vitórias!
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| Figura da Wikipédia. Veja mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Implante_coclear |
sábado, 4 de abril de 2015
É cada dia uma nova descoberta
Depois que coloquei o IC, fiquei intrigada pois não conhecia uma pessoa que fosse como eu. Assim, que antes da cirurgia, mesmo com um ouvido funcionando conseguisse ouvir e falar bem, apesar de deficiente auditiva. Embora escutasse com dificuldade, eu sempre conseguia entender as pessoas sem a leitura labial, desde que elas articulassem bem a fala, assim até no telefone dava para entender. Ano passado conheci uma pessoa assim, e coincidentemente, também usava AASI no outro ouvido. Mais coincidência ainda foi saber que tínhamos a mesma idade e chegamos a morar na mesma cidade!
Renata é uma pessoa que não mede esforço para ajudar o próximo. Mesmo longe uma da outra, ela sempre me incentivou em uma época que eu estava meio para baixo. Renata mandava todos os dias um áudio com palavras para que eu pudesse discriminar ouvindo somente com o IC e vibrava a cada palavra acertada. E nunca desistiu de mim, até hoje pega no meu pé, perguntando do mapeamento, audiometria, do IC. Isso é importante para o progresso do IC, que tem todo o processo de adaptação e no dia a dia, os treinamentos necessários para a reabilitação auditiva.
Pedi à Renata que escrevesse um texto sobre a sua experiência com o IC, para eu poder compartilhar aqui no blog também a sua história.
Este mês de abril é muito especial para mim. Vou comemorar no dia 25 um ano da minha cirurgia de implante coclear. Um ano do primeiro grande passo fora da zona de conforto. Uma grande mudança, não só auditiva, mas de crescimento pessoal.
Renata é uma pessoa que não mede esforço para ajudar o próximo. Mesmo longe uma da outra, ela sempre me incentivou em uma época que eu estava meio para baixo. Renata mandava todos os dias um áudio com palavras para que eu pudesse discriminar ouvindo somente com o IC e vibrava a cada palavra acertada. E nunca desistiu de mim, até hoje pega no meu pé, perguntando do mapeamento, audiometria, do IC. Isso é importante para o progresso do IC, que tem todo o processo de adaptação e no dia a dia, os treinamentos necessários para a reabilitação auditiva.
Pedi à Renata que escrevesse um texto sobre a sua experiência com o IC, para eu poder compartilhar aqui no blog também a sua história.
Este mês de abril é muito especial para mim. Vou comemorar no dia 25 um ano da minha cirurgia de implante coclear. Um ano do primeiro grande passo fora da zona de conforto. Uma grande mudança, não só auditiva, mas de crescimento pessoal.
Nasci ouvinte, falei super cedo, e repentinamente perdi minha audição aos 5 anos de idade. Após vários exames foi constatada perda auditiva neurossensorial bilateral severa a profunda no OE e profunda no OD. Imediatamente passei a usar aparelhos auditivos. Mas logo parei de usá-lo no OD, não tinha ganho nenhum.
Há muitos anos meu médico falava sobre o IC, até então indicado para meu OE , onde eu "ouvia bem". Não me senti confortável em fazer o IC e continuar sem a lateralidade. Eu queria mais.
Em 2009 meu médico me informou que eu estaria qualificada a receber o IC no OD. Fiz todos os exames, mas na hora H, amarelei. Medo de cirurgia, sei lá! Fiquei este tempo, de 2009 a 2012 lendo muito sobre IC, retornei ao médico decidida a fazer no OD.
Então, em 25/04/2014 finalmente fiz a cirurgia. E em 25/05 ativei meu implante.
Meu primeiro dia foi nada menos que estranho. Cheguei a pensar se tinha feito besteira. Ouvi logo na ativação vozes, ruídos da sala, barulho de chaves, muitos sons completamente diferente do que escutava com o AASi no outro ouvido. Metálico.
Não discriminei nada, é preciso fazer terapia para treinar o ouvido, reaprender a ouvir depois de tantos anos.
Chegando em casa , fiquei bem incomodada. Meus sogros ligaram do Skype e ouvir as vozes me deixou cansada. Nem consegui jantar, o "plin, plin" dos talheres me irritou muito! Fui tomar banho, e ai tive a primeira surpresa... Liguei o chuveiro, tirei o AASi e... Continuei ouvindo a água! Ai comecei a abrir a torneira da pia , puxei a descarga... Nossa, surpreendente! É bem mais alto!!
Depois de ativada, nunca passei um dia sequer sem meu IC. É cada dia uma nova descoberta. Ouvir meu cachorro lamber as patas, os passarinhos, o farfalhar das folhas, um carro se aproximando, uma torneira pingando. Tudo faz ruído. Pessoas comendo. Minha respiração. Roupas. A água fervendo. Tantos sons! Eu ainda achava que ouvia bem!
Alguns sons eu não gosto, mesmo! Plástico ou papel amassado. Roupas de náilon fazem muito ruído. Não consigo mais usar minhas jaquetinhas esportivas...Rsss
Ouvir música apenas com IC está cada dia melhor. Mas ainda acho a "parceria" IC + AASi melhor ainda. Já comecei a usar o telefone, para ligações breves. Feliz a cada dia.
Não apenas ganhei os sons de volta, com o IC ganhei muitos amigos. Pessoas como você, Ale, entraram na minha vida e passaram a fazer parte do meu dia a dia. Agradeço a Deus por isso. E tento retribuir.
Aqueles que têm dúvidas a respeito do IC , digo apenas que não há nada a perder é muito a ganhar!
Também agradeço a Deus pelos amigos como você, Re! Obrigada pela força e apoio que tem me dado! Deus te abençoe e que venham muitos novos sons!
Nova audiometria, novos resultados
Estive fazendo audiometria com a minha fono terça-feira passada e tanto ela como eu ficamos felizes com o resultado. Eu realmente não esperava tanto.
| Esta é a audiometria sem usar nada. Quase zero som! |
| Esta audiometria foi feita com IC no P1 |
| Esta audiometria foi feita somente com o meu AASI |
Como podemos ver nas imagens acima, a audiometria tradicional é feita sem nenhuma prótese auditiva. Para vermos o progresso com AASI e IC, foi feita audiometria separadamente nos dois ouvidos. O meu AASI já está bem velhinho, como comentei em outra postagem, o resultado era esperado. Ou seja, está ruinzinho... Já solicitei o Claris novamente, pois tenho andado com dificuldade de compreensão na fala. Agora, o IC teve uma melhora significativa, além de estar melhor que o AASI, ele subiu para 10 dB (na avaliação da fala) em relação a primeira audiometria, que estava 20dB.
Olhando os gráficos, quem não conhece não vai entender, por isso pedi a minha fonoterapeuta, Nirley, o gráfico com os sons relacionados aos respectivos decibéis. Assim eu, que também não conhecia, pude analisar melhor uma audiometria.
O gráfico acima mostra que quanto menor o nível de audição em decibel, melhor o ouvido. O ouvido bom, pega todos estes sons, mas o ouvido com nível de audição em 20 dB, por exemplo, tem capacidade de captar os sons representados no gráfico da linha 20 pra baixo, entre eles: cachorro latindo, bebê chorando, piano, moto, avião, etc...
Por isso digo que a audição é um milagre! Quem tem a audição perfeita tem gratidão eterna com Deus. E quem não tem, deve buscar esta realização na sua vida, porque ouvir, por menos que seja, é tudo de bom!
quarta-feira, 4 de março de 2015
Minha professora do pré
Gente, vocês não acreditam quem eu reencontrei! Minha professora do pré! No domingo de carnaval, Dona Ivelise estava com o esposo e família no Sesc, onde eu estava também com minha família.
Uma coisa que eu tenho muita curiosidade é de saber como que eu me virava quando perdi a audição, aos dois anos. Minha mãe sempre me dizia que quando aconteceu isso eu estava começando a falar, cantava músicas infantis e minha querida avózinha Francisca me dizia, quando era viva, que eu repetia o que ela me falava. Ou seja, eu ouvia. E por sinal, bem.
Mamãe disse que quando peguei caxumba, fiquei com o pescoço tão duro que tive que usar até uma tala em volta, para imobilizar. E quando a caxumba passou, ela notou algo. Disse que me chamava e eu não a atendia. Chegou a ficar brava comigo, pensando ser malcriação ou desobediência.
Mamãe estava com a vizinha - amiga nossa até hoje, a Regina - e ela também notou que eu não respondia. O passo seguinte foi me levar ao médico otorrino, em Campinas, o dr. Raul Renato (o pai). Ele virou para minha mãe e disse: Está surdinha!
Bom, depois disso mamãe correu pra cima e pra baixo comigo, até conseguir me fazer ouvir, para que eu pudesse estudar em uma escola normal. Meus pais compraram um aparelho de caixinha, cuja foto mostro numa outra postagem. Com ele pendurado na gola, pude ouvir minha voz e treinar a fala. Comecei a fazer fonoterapia, para aprender e treinar leitura labial.
Na correria da mudança de cidade, mamãe me matriculou em uma escola pública, onde estudei o pré (hoje conhecido como primeiro ano do ensino fundamental I). Aí que entra a dona Ivelise.
Quando a reconheci e ela a mim, começamos a conversar e contei a ela sobre o meu IC. Dona Ivelise ficou surpresa, disse que eu estava falando muito bem. Bastou ela começar a falar de como eu era na escola para me emocionar. Minha professora me contou que eu prestava bastante atenção para conseguir entender, falava pouco, mas que era muito inteligente e que tinha uma letra muito bonita. Puxa, ganhei meu dia! Fiquei tão feliz que fui chamar Paulo e as crianças e os apresentei. E ela contou para eles como eu era quando sua aluna e as crianças amaram ouvir a minha professora contar história de mim. Parecia que estava dando aula para eles também... Recordar é viver!
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| Com dona Ivelise e seu esposo José Lopes, no Sesc |
domingo, 11 de janeiro de 2015
Ouvindo em 2015
Dia 6/1 passado (lembro do dia certinho, porque neste dia comemorei aniversário do meu casamento) estávamos em Governador Valadares, indo para a Tutto Gelatto, uma pizzaria. No carro, meu filho Guilherme me chamou e eu virei para ouvi-lo. Ele me perguntou algo por três vezes e eu não consegui entender. Caí em prantos. Tudo bem que estávamos dentro de um carro, com barulhos de motor e vento, estava de noite, portanto escuro, impossibilitando a leitura labial e também faltou articulação na fala do meu filho, pois ele falou rápido demais, esquecendo que eu não ouço tão bem assim. Mas me incomodou demais o ocorrido. Paulo me acalmou e chamou a atenção do Gui, para ele falar mais devagar. Depois de nos acomodar na pizzaria, chegaram Cristina, Clícia e Elisa - as irmãs do Paulo, e também Lorena, Ludmila e Bárbara, sobrinhas - e esquecemos do fato. Deixei pra lá. Vamos comemorar!
Quando voltamos ao apartamento do meu sogro, onde estávamos hospedados, fui ao quarto trocar de roupa, coloquei o pijama, peguei o tablet e sentei. Nisso ouvi o mesmo som que tinha ouvido um tempo atrás. Na ocasião da primeira vez que ouvi o som, estava de dia, era domingo e eu estava sentada na varanda da sala, lendo a Bíblia. Lembro que quando ouvi o barulho, imaginei que Elisa estivesse varrendo a sala. Puxei a cortina para olhar dentro da sala, não havia ninguém. Continuei ouvindo. Curiosa, desandei a procurar o som. Levantei da cadeira e olhei pela janela da varanda do apartamento, que fica no sexto andar. Lá embaixo vi um gari varrendo o chão da calçada. Pasme! Era dali que vinha o som! Fiquei um bom tempo observando - não preciso nem falar - emocionada. E claro, saí contando pra todo mundo que via na frente o que tinha acabado de ouvir. Coisas de recém-implantada.
Mas semana passada, quando ouvi, apesar de já conhecer, fiquei encantada! Parecia que estava ouvindo pela primeira vez, de novo. Larguei o tablet e fui à janela da varanda ver, já procurando algum gari lá embaixo. Vi duas garis. Fiquei observando a dança das vassouras fazendo aquele som no chão da calçada da principal avenida da cidade. Enquanto uma varria, a outra recolhia e colocava na lixeira. E conversavam, alegremente. E olha que já era por volta da meia noite. Achei tão legal que tive vontade de descer lá e abraçar as duas. Contar pra elas que eu estava as ouvindo lá de cima. E contar que consegui esse som ouvir graças ao Implante Coclear. E tirar uma foto com elas para publicar aqui no blog. Podia ter feito isso, mas fiquei com vergonha e apenas tirei uma foto da janela mesmo. Tirei com celular, ficou ruim por demais, mas não desisti. Peguei minha máquina fotográfica e capturei a imagem, para poder colocar aqui e mostrar como coisas simples podem emocionar.
domingo, 4 de janeiro de 2015
Primeiro Encontro de 2015
Recebi da minha amiga Carminda um convite e quero compartilhar aqui no blog. Já participei de outro encontro no mesmo local em 2013, mesmo dando uma passada rápida foi muito bom. Este próximo encontro gostaria muito de poder participar, mas como estou viajando de férias, não será possível desta vez.
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